Conhecida como uma das franquias de futebol mais tradicionais do video game, a série Pro Evolution Soccer (conhecida antigamente como Winning Eleven, o seu nome oriental) recebe mais uma edição produzida pela Konami.
Todos sabem que o gênero FPS (tiro em primeira pessoa) está inundado. Nesta geração, notamos uma ascensão gigantesca desse estilo, o que acabou proporcionando muitos games inovadores e que conseguiram aprimorar significantemente os tiroteios. Em contraparte, sua popularização também rendeu muitos jogos genéricos. E, infelizmente, Bodycount é um jogo que se adéqua à frase “é só mais um jogo de tiro em primeira pessoa”.
A criação de Stuart Black, responsável pelo conceituado Black, game de FPS lançado para PC, PlayStation 2 e Xbox, parece estar parada no tempo. Não existe praticamente nada de inovador no título, que mais parece uma colcha de retalhos que une diversos conceitos de FPS diferentes e, por isso, é incapaz de se tornar uma obra autêntica.
Warhammer 40.000: Space Marine é uma parceria entre a desenvolvedora Relic Entertainmente a publicadora THQ. O game é mais um episódio da famosa franquia de Warhammer, que coloca fuzileiros espaciais frente a bestiais Orcs e demônios nojentos.
O enredo é mais ou menos padrão para toda a série. Em um futuro inimaginavelmente distante, a humanidade (ou o que restou dela) tenta proteger um gigantesco império decadente que possui instalações específicas que ocupam planetas inteiros. Um desses lugares é uma base cujo objetivo é concentrar a produção e a distribuição de armamentos.
A conclusão espetacular de uma das melhores séries desta geração
Videoanálise em breve!
Finalmente, o grande dia chegou. Após quase três anos de espera, os fãs de uma das principais franquias desta geração têm a chance de desfrutar do capítulo final de uma aventura que já ficou marcada na história dos video games. Chegou a hora de se unir mais uma vez a Marcus Fenix e seus companheiros para salvar a humanidade de uma vez por todas.
Gears of War 3 é o principal jogo do Xbox 360 neste ano. Além de ter a obrigação de superar os seus predecessores, que já elevaram o nível dos shooters à outro patamar, Gears 3 também tem a difícil missão de finalizar uma das séries mais bacanas do console da Microsoft. Felizmente, a equipe Delta não falhou e o resultado é um dos maiores e mais belos espetáculos dos consoles.
O último capítulo da série consegue criar uma campanha totalmente marcante, que equilibra adequadamente toda a trama com a intensidade do game. Além disso, temos um multiplayer ideal para os fãs, com diversas estatísticas e modos que farão com que você nunca mais ejete o disco do console. Preparado?
A esperança foi destruída
Antes de partirmos para os pontos positivos, vamos aos detalhes da fantástica trama do título que encerra a saga de Gears of War. Aqui, acompanhamos o que sobrou do esquadrão Delta e da Coalizão dos Governos Unidos, observando a raça humana lutando para apenas sobreviver em meio ao caos causado por diversas guerras que devastaram toda a esperança.
No More Heroes é provavelmente uma das franquias mais singulares da atual indústria de games. Quer dizer, com ou sem controles sensíveis a movimentos e gráficos em alta-definição, você pode acompanhar assassinatos excessivamente sangrentos em um estilo gráfico tão absurdo quanto genial — homenagem clara às escolas mais clássicas de animes e aos antigos filmes de samurais. Mas sempre é possível tornar as coisas um pouco mais interessantes, certo?
De fato, se executar com as mãos movimentos que escandalizariam uma natureza mais puritana enquanto dilacera centenas de inimigos visualmente recauchutados faz o seu estilo, então No More Heroes: Heroes’ Paradise pode ser o seu jogo. Para quem não conhece, trata-se aqui do mesmo título excelente que deu as caras para o Wii com o nome de No More Heroes 2, e que ganha agora alguns adereços para convencê-lo que a experiência também pode ser válida no PlayStation 3.
Para convencê-lo disso, a Konami não apenas aparou as arestas do jogo original, mas também acrescentou replays, combates extras contra chefes — obviamente um dos pontos altos da série — e mesmo um modo extra com suporte online.
Entretanto, adereços à parte, é impossível não levar em conta o fato de que se trata exatamente do mesmo jogo lançado para o Wii. Dessa forma, caso você já tenha se colocado nos sapatos do fã de luta livre e animes Trevis Touchdown em NMH2, é pouco provável que exista algo aqui capaz de chamar novamente a sua atenção. Aos demais, talvez alguns detalhes ajudem a decidir se Heroes’ Paradise é apenas fruto da famosa excentricidade do controverso Suda51... Ou se pode ser também bastante divertido.
Aprovado
Suporte ao Move
Heroes’ Paradise trás duas opções de jogabilidade: o esquema clássico utilizando o DualShock — com o direcional analógico direito fazendo as vezes da espada — e o PlayStation Move, o controle sensível a movimentos da Sony. Desnecessário dizer: entranhar e fatiar com o seu sabre de luz movido a baterias alcalinas pode ser bem mais divertido com este último.
Não que exista algo de realmente novo aqui. De fato, os movimentos básicos da espada mantém o mesmo funcionamento do Wii. Você utilizará o bom e velho botão para disparar os golpes. O Move apenas entra em cena na hora das finalizações: basta respeitar a direção mostrada na tela, e pronto.
Nenhuma novidade assombrosa, mas o funcionamento é adequado e, de fato, é de se imaginar que utilizar o Move para cada golpes poderia deixar os menos atléticos sem fôlego rapidamente.
Com vocês, Travis Touchdown
Impossível deixar de notar como a historia do emblemático Travis Touchdown se mantém completamente atual. A trama não poderia ser mais simples e nonsense: o seu “herói” aqui é um fanático por luta livre e animes que ganhou uma katana e agora luta para se tornar o assassino número um do planeta. Para isso, ele precisará confrontar dez rivais terríveis em uma sequência homicida cheia de glórias, tiras engraçadas e visuais caricatos. Não tem como ser melhor.
Ah, os chefes...
No More Heroes é um bom exemplo de como uma boa história pode justificar uma boa jogabilidade. Em outras palavras, a destruição dos dez assassinos mais proeminentes do globo — pressuposto da trama — é representada por batalhas nada menos do que épicas.
De fato, para os menos treinados, um aviso: esqueça os chefões grotescos e condescendentes dos jogos modernos. Os assassinos aqui não dão trégua e provavelmente vão ocasionar vários calos — ou problemas nas articulações... O que vier primeiro — antes que você consiga ir adiante.
Ademais, cada chefão aqui tem não apenas um estilo de luta completamente distinto, mas também um background interessante. Basta assistir às animações para entender que o sujeito não está na lista dos “dez mais” por acaso — é claro que as cenas de corte também são bons momentos para um humor tipicamente Suda51.
Maduro e imaturo
A primeira cena de Heroes’ Paradise deixa claro o porquê do selo “Mature” em NMH. Mal Travis chega à mansão do seu primeiro oponente, e dois sujeitos são largados sem cabeças para trás. Sim, isso é conteúdo para jogadores mais velhos.
Entretanto, é impossível não perceber certa parcela de “imaturidade” nas poças de sangue deixadas para trás, nos sujeitos fatiados ao meio e nas músicas nonsense que ambientam as fases. Trata-se do estilo característico de NMH, e isso, é claro, também pode ser encontrado aqui.
Reprovado
Os mesmos problemas em versão HD
É impossível negar o bom trabalho da desenvolvedora FeelPlus ao trazer os gráficos típicos do Wii para uma realidade de alta-definição. De fato, há mais textura, detalhes e os efeitos de iluminação estão obviamente mais precisos. Entretanto, Heroes’ Paradise apresenta ainda boa parte dos inconvenientes da sua matriz, algo que certamente poderia ter sido corrigido. Dessa forma, mantém-se aqui o screen-tearing (cortes horizontais na tela) e também a mesma lentidão que castigava No More Heroes 2.
Missões extras: para que tê-las?
Entre uma batalha colossal e outra, Travis Touchdown tem a oportunidade de sair por uma cidade semivazia para cumprir missões que podem ou não trazer alguma diversão, mas que com certeza diminuem o ritmo de jogo. Dessa forma, a pergunta aqui seria: porque exatamente essas tarefas extras foram incluídas?
Vale a pena?
No More Heroes: Heroes’ Paradise é um ótimo jogo. Há espadas, há sangue, há chefes impiedosos e há uma história com o sumo do humor a lá Suda51. Mas há um pequeno inconveniente: isso tudo já foi visto antes. Particularmente, quando No More Heroes 2 deu as caras no Wii.
Em outras palavras, Heroes’ Paradise provavelmente seria mais indicado para quem ainda não teve a oportunidade de encarar as desventuras originais de Travis Touchdown. Para estes, há gráficos HD bastante razoáveis, extras e uma boa oportunidade para não deixar passar um dos jogos mais originais da atual geração.
Por outro lado, caso você já tenha decorado NMH 2 de cabo a rabo, não há nada aqui que realmente traga algo inédito. Embora um pouco mais preciso, dilacerar inimigos com o Move é tão divertido quanto sempre foi.
O conturbado retorno de Age of Empires aos video games teve vários tropeços, mas parece que finalmente encontrou um caminho desobstruído. Depois de passar pelas mãos da Robot Entertainment, empresa formada por ex-funcionários da Ensemble Studios — criadora da franquia —, o projeto finalmente caiu na mesa da Gas Powered Games (Supreme Commander), que assumiu o título e conseguiu inovar sem perder a essência da franquia.
O jogo segue sob a bandeira da Microsoft, que publicará o jogo exclusivamente via download (cópias digitais). Outra novidade é que Age of Empires Online se transformou em uma espécie de MMORTS gratuito para jogar (free to play) — mas, com conteúdo especial para assinantes Premium.
Com uma dinâmica de jogo muito similar à dos jogos passados, Age of Empires Online pode não ser o que os fãs esperavam, mas consegue recuperar uma das linhas de jogos de estratégia mais adoradas dos video games. O conceito original se mistura ao visual altamente estilizado para criar uma jogabilidade atraente e extremamente acessível, oferecendo como resultado um jogo simples, porém envolvente.
Aprovado
Parece, mas não é!
Não julgue um livro pela capa, ou um jogo pelas suas screenshots. A primeira impressão é a de que Age of Empires Online parece um jogo infantil, ou casual, um derivado dos populares jogos lançados nas redes sociais como Facebook e Orkut. No entanto, AoEO é um título mais profundo, com conteúdo suficiente para atrair até mesmo aos jogadores hardcore.
O melhor de tudo é que você não precisa pagar nada para jogar. Como já adiantamos, Age of Empires Online é free to play e, apesar de contar com muito conteúdo pago, o título ainda é interessante mesmo para quem não é assinante.
Para realmente apreciar o jogo você terá que desembolsar alguns trocados, no entanto, se preferir jogar com o sistema básico ainda encontrará conteúdo suficiente para mantê-lo conectado por horas a fio. Mesmo assim, fica claro que o objetivo é vender o conteúdo Premium. Muitas conquistas e itens só podem ser desbloqueados e utilizados pelos assinantes o que não é necessariamente ruim, haja vista que os preços sugeridos são bem acessíveis.
Nenhum homem é uma ilha...
Em Age of Empires Online você não encontrará um mundo online persistente, o qual todos brigam por um pequeno pedaço de terra. Para contornar as inúmeras questões logísticas de se manter um jogo de estratégia online a Gas Powered encontrou uma solução muito inteligente. Na pratica você é representado por uma cidade (a sua capital), que funciona da mesma forma que o seu “personagem” de jogo em um MMO tradicional.
Essa cidade funciona como uma base, que poderá ser incrementada da mesma forma que você aprimoraria um “avatar”, equipando itens e desenvolvendo novas habilidades — no caso erguendo novas edificações e desenvolvendo tecnologias. Como de costume, as construções habilitam novas opções de ação dentro do jogo e também servem como peças de decoração.
Dentro da sua cidade você encontrará os quest-givers — NPCs que oferecem as missões para o jogador. A dinâmica segue a mesma da maioria dos MMOs, basta conversar com o personagem para aceitar novas missões que, quando completadas, conferirão pontos de experiência, dinheiro e outros bônus.
É interessante reparar como “as jogabilidades” de MMO e RTS não se misturam durante a ação. Na pratica, ambas as dinâmicas estão presentes ao longo de todo o jogo, no entanto, há uma divisão bem clara entre os dois estilos. Na pratica, quando as missões começam você está jogado um RTS tradicional: coletar recursos, erguer construções, formar unidades, evoluir tecnologias e assim por diante.
Todavia, por se de um universo online, assim, a sua cidade — apesar de protegida de ataques — ainda está localizada em um mapa aberto e, portanto, pode ser visitada por qualquer jogador. Conforme você evolui o seu território, novas opções de interação são disponibilizadas e os visitantes podem trocar e comercializar itens diretamente, criando uma economia interna muito ativa.
Além disso, a maioria das missões pode ser encarada cooperativamente com outros participantes e não podemos nos esquecer das arenas PvP (player vs. player). Para começar a brigar pelo domínio global contra outros jogadores você deve erguer uma arena na sua cidade — que fica disponível já nos primeiros estágios de evolução.
Reprovado
Mal-estar da civilização
O emparelhamento de jogadores nas partidas multiplayer é um dos pontos mais problemáticos de Age of Empires Online, mesmo porque o título se apresenta como um MMO. Infelizmente o sistema não consegue encontrar jogadores apropriados, desconsiderando questões como o “ping” ou até mesmo o nível dos jogadores envolvidos na partida.
Outro elemento que limita a apreciação do jogo é a inteligência artificial dos adversários e a construção das missões. Os inimigos não apresentam um intelecto muito evoluído e na maioria das vezes simplesmente permanecem parados esperando o seu próximo ataque. Já as missões tendem a se tornar repetitivas, mas objetivos simplórios e pouco desafiadores.
Vale a pena?
Age of Empires Online pode ser um jogo descompromissado, mas é envolvente e divertido. Fãs da franquia encontrarão algo interessante, mesmo que um pouco distante do material original, já os novatos terão um título acessível e bem trabalhado.
Apesar do modo básico (gratuito) ter muita substância, é o conteúdo Premium que realmente proporciona uma experiência de jogo diferenciada. Além de garantir acesso a algumas opções de partidas PvP exclusivas, vários itens e conquistas só podem ser desbloqueadas por meio de pagamento.
Em suma, Age of Empires Online pode não ser o que os fãs esperavam, mas é um retorno digno de uma das mais franquias mais queridas do gênero estratégia.
Reúna seus amigos, peguem suas roupas de banho e se divirtam matando zumbis!
Você começa o game tonto e alcoolizado durante uma festa em uma ilha paradisíaca. O ambiente é propício para a diversão, curtição e para as estripulias de amor. O seu personagem, visto diretamente de primeira pessoa, cambaleia pelo meio das luzes coloridas que não param de piscar, até que finalmente cai semiconsciente no chão.
Um generoso segurança lhe oferece assistência até o seu quarto, quando de repente algo atinge o generoso homem e suja seus olhos com o que parece ser sangue. Mas o nível de confusão em sua cabeça não o deixa perceber que o homem acaba de ser atacado. Você, então, corre para o banheiro, limpa o rosto e vai para seu próprio quarto, onde toma remédios e, finalmente, dorme.
Esse é exatamente o início de Dead Island, novo game da Techland, distribuído pela Square Enix. O título foi largamente divulgado depois de um trailer cinematográfico (e fenomenal) mostrando cenas dos zumbis atacando os habitantes da ilha, só que “de trás para frente” (reverso), e agora foi lançado oficialmente para PC, Xbox 360 e PlayStation 3.
Dead Island conta a história de uma espécie de apocalipse zumbi, que afeta uma ilha na costa de Papua-Nova Guiné, na Oceania. Felizmente, você é uma das pouquíssimas pessoas que não são afetadas pela mordida das terríveis criaturas. Isso quer dizer: “adivinha quem que vai ter que salvar o dia?”.
A campanha principal do título possui em torno de 20 horas, sendo que se adicionadas as missões paralelas e a livre exploração do ambiente, o tempo de jogabilidade aumenta exponencialmente. Logo no começo do game, o jogador deve escolher um entre quatro personagens, sendo que cada um deles tem uma afinidade maior com um determinado tipo de arma. Depois disso, que venham os zumbis.
Aprovado
Armas, para que as quero?
Apesar de receber o título de First Person Shooter, o game não faz jus ao gênero. O que nesse caso é um ponto interessante. A ação ocorre toda em primeira pessoa, como usualmente ocorre nos FPS, porém, armas de fogo são os instrumentos menos interessante de todos os possíveis armamentos durante as batalhas.
Basicamente qualquer coisa que seja dura e com tamanho suficiente para bater em um zumbi pode ser usada como arma. Logo no começo do game, um remo deve ser usado para terminar com as primeiras criaturas que ameaçam o salva-vidas que lhe ajudou. Assim que o primeiro ato do jogo começa de fato, canos, chave-inglesa, vários modelos de faca e uma infinidade de outras possibilidades podem ser usadas para esmagar as nojentas criaturas.
Multiplayer cooperativo
A campanha principal do game permite que você compartilhe as dificuldades das missões com até mais três jogadores. E isso é extremamente simples: logo que você se aproxima de alguém que está vivendo um momento parecido com sua aventura, basta pressionar o botão indicado na tela para que você se junte à campanha dos outros jogadores.
A jogabilidade online permite que você compartilhe dinheiro, itens, além de facilitar bastante o percurso em meio aos zumbis. Por exemplo, quando você se perde um pouco e os outros membros da equipe já estão no ponto de checkpoint, você tem a possibilidade de se teleportar até o local necessário para continuar a história.
Zumbis: barulhos assustadores e diversão
Um ponto altamente notável no game é o grunhido emitido pelos diferentes zumbis. Realmente é a parte sonora mais bem trabalhada do jogo e a que mais marca os jogadores. Os sustos que os inimigos causam estão fortemente relacionados aos barulhos que eles fazem no momento de uma emboscada, por exemplo.
O game conta com várias “espécies” de criaturas mortas-vivas diferente, sendo que cada uma delas faz um som um pouco diferente. O jeito de matar os bichos varia um pouco em termos de estratégia, mas seguramente destroçar os zumbis é o que há de mais divertido no game.
Sistema de combate, evolução e possibilidades
O sistema de combate do game é muito simples, consistem em apontar o cursor para os bichos e bater. Simples, porém bom e efetivo. Conforme a pilha de mortos aumente, o protagonista vai ganhando mais pontos de experiência, que vão permitir passagem de nível e o ganho de novas habilidades e poderes.
O esquema para evoluir as habilidades do personagem é característico de RPGs, bastante intuitivo e de fácil acesso. As armas que o personagem carrega podem ser evoluídas também ou consertadas — também com o uso de XP ou dinheiro.
Reprovado
Entre razões e emoções: razão
O famoso trailer de lançamento do game mostrava uma sequência de eventos (de trás para frente) que indicavam um grande envolvimento emocional. Praticamente uma aventura psicológica, mais ou menos como o que ocorre em F.E.A.R. ou até um pouco na franquia Resident Evil. Porém, não é nada disso que acontece.
O enredo não é muito cativante ou emotivo. O envolvimento emocional com a história é efetivamente muito pequeno e, para ajudar, os personagens têm pouco apelo e fraca dramaticidade — facilmente notado quando alguma mulher grita desesperada por ajuda, mas sua expressão é de “nada”. Não precisa ser uma novela, mas toda boa proposta deve conter um mínimo de teor e complexidade de andamento. A falta desses elementos gera a falta de identificação com os acontecimentos, inclusive com o próprio protagonista.
Qualidade visual pouco trabalhada
Logo no começo do game já se tem a impressão de que o visual do jogo não é nem um pouco empolgante. E isso continua ao longo de todo o resto da obra, com vários momentos de defeitos gráficos, como pop-in ou screen tearing. Por mais bonita que possa parecer, os gráficos da ilha não impressionam e a definição de expressões faciais é fraca. Em suma, o acabamento técnico deixa a impressão de que o game merecia um polimento maior.
Vale a pena?
Dead Island não é o que podemos chamar de um jogo “bonito”. O visual é no máximo “aceitável”, o enredo não é empolgante, as interpretações dos personagens não convencem e a ambientação sonora também não é uma das melhores já vistas até hoje. Sendo assim, o game vale apena? Muito!
A cooperação no modo multiplayer muito intuitiva e de fácil acesso, aliada à tradicional matança de zumbis faz a diversão do game ir para as alturas. A jogabilidade ajuda e o grande número de possibilidades do que fazer na paradisíaca ilha infestada torna o jogo perfeito para ser explorado por muitas horas. É só reunir seus amigos, combinar um horário e partir para cima dos zumbis.